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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A poesia das Bolas de Sabão... uma filosofia

As Bolas de Sabão

As bolas de sabão que esta criança
Se entretém a largar de uma palhinha
São translucidamente uma filosofia toda.
Claras, inúteis e passageiras como a Natureza,
Amigas dos olhos como as cousas,
São aquilo que são
Com uma precisão redondinha e aérea,
E ninguém, nem mesmo a criança que as deixa,
Pretende que elas são mais do que parecem ser.
Algumas mal se vêem no ar lúcido.
São como a brisa que passa e mal toca nas flores
E que só sabemos que passa
Porque qualquer cousa se aligeira em nós
E aceita tudo mais nitidamente.

Alberto Caeiro
Heterónimo de Fernando Pessoa (1888-1935)

Hoje me diverti, brinquei rejuvenesci!! Assoprei bolinhas de sabão com meu menino e isso me fez feliz. Feliz porque vi seu sorriso inocente e fui capaz de sorrir junto. Feliz porque sou importante na vida dele e porque ele é parte de mim.


As bolinhas de sabão são são feitas de nosso fôlego, dançam no ar lisas e brilhantes, encantam o olhar que observa e alegram a criança que as persegue. São impalpáveis e duram pouco, mas duram o suficiente para proporcionar alegria e risos. Hoje o tempo de vida de uma delas foi o tempo de me fazer perceber que quero essa alegria para sempre!

Divido com vcs um desses mometos!

3 comentários:

Stella! disse...

Muito lindo!

disse...

Coisa mais boa!!!
Laís, o novo layout ficou lindo!! beijos

Bea disse...

Aaaaa, que fofo!

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