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terça-feira, 20 de março de 2012

Meus problemas e a Galáxia

É difícil controlar meu impulso de querer dar fim ao novo que para mim já esta velho. E recriar uma nova oportunidade. É quase uma necessidade experimentar novas sensações e mudar de novo, pois criei uma ideia em algum momento que devo fazer tantas mudanças quanto forem necessárias ate encontrar algo que não se encontra. E a estabilidade fica a mercê da vulnerabilidade emocional.
Quero mesmo é ter asas pra voar, e voar alto sem ser tolhida em minha necessidade de impermanência, mas que possa também ter pouso certeiro, onde eu possa me sentir segura e equilibrada.
É isso que faz complexa minhas questões.
Mas enfim, no meio do tempo em que eu estava aqui escrevendo esses lamentos existenciais, meu pai me escreveu isso:
"Você e seus problemas estão todos perdidos em algum ponto desta galáxia, acho que não vai afetar muito ela se algo der certo ou errado. A gente tá lá neste exato momento sofrendo...ás vezes por coisas insignificantes tão insignificante quanto parece esta galáxia de longe..no meio de bilhões de outras iguais...enfim um absurdo ...sem tamanho!"
Laís de Souza

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Mudanças

Pra que falar do que passou?
Pra que lembrar do que trouxe dor?

Quero deixar que o amor flua e me envolva, que me eleve e me dissolva...

Não falo do amor de carne que se acaba quando esta se deteriora. Falo do amor mais profundo, o amor transformador que renova e faz nova todas as coisas. O amor que eleva a mente a um estado de pureza. De ser aquilo para o que foi destinado.

Preciso ouvir a voz que vem de dentro, de mim mesma que me observo atenta e sei onde não devo pisar e em que devo me aplicar.

Preciso encontrar pureza de coração, verdade de intenção. Colocar minha alma e minha busca sincera apenas naquilo que vale a pena.

Quero hoje por escolha consciente apenas me focar no que é belo. Quantas lágrimas eu deveria desperdiçar por repisar em velhos erros? Por não confiar de todo coração que seguindo o Dharma encontrarei a verdadeira libertação?

Eu sei qual é o caminho, porque insisto em evitar trilha-lo?

Porque insisto em contaminar meu corpo, minha mente com o que é improprio e imperfeito?
Com densidade e negatividade! Chega disso!!

Como sou privilegiada de ter tido o mérito de ter avistado com tanta clareza coisas tão lindas. A única pessoa que tem o poder de impedir o meu crescimento sou eu mesma.

Trabalhar sobre si mesmo é a tarefa mais árdua, mais penosa de toda uma vida.
Permitir que o amor vença sobre todos os outros sentimentos é o maior desafio.

Quero ser livre livre livre!

Quero me vestir com a mais bela saia colorida e rodopiar ao som de musicas lindas.. quero cheirar o mais doce perfume e me inebriar de amor pela Mãe universal!
Quero ser leve ao ponto de não duvidar que posso sair voando...
Quero cantar a plenos pulmões que Sou feliz, alegre e realizada.

Quero fazer meu tempo... ler, escrever sem medo do que estará escrito ali.
Quero ter disciplina para realizar as mudanças internas e externas que necessito.

Quero ter coragem para seguir meu coração e a minha voz interior. Quero ter coragem para sair dos padrões que trago por tantas e tantas vidas! Que seja nessa o avanço mais significativo que já dei em toda a existência da minha alma!

O momento é esse!!

EU SOU FELIZ!

EU SOU FELIZ!

EU SOU FELIZ!

E sei que há um propósito em minha vida! Maiooor muito maior do que minha visão limitada consegue alcançar!

OM SEJA!

Laís

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Falando de amor



Nesse assunto de amor romântico, como encontrar a permanência que não seja apenas dependente?
Como manter acesa a chama que insiste em titubear e sucumbir a inclinações por cada leve brisa de temporalidades que lhe toca?

Como manter o jovial ímpeto da paixão que nos movia outrora e impor ao dia a dia que cada novo alvorecer seja recheado de pequenos gestos de sensibilidade e afeto?

Aonde erramos ao, sem perceber, permitir que o costume crie nebulosas barreiras que mudam nosso olhar ao outro. Nada pode justificar pois quando comecei a amar era tão humana como ainda sou agora. Errava tanto ou mais. Então os erros não são desculpas.

Porque, porque ao menos o amor não pode ser permanente? Ou será que ele é e o que sentimos não é amor?

Queria um pouco mais de permanência. Um pouco mais e me sentiria satisfeita.
Queria um pouco mais de paciência.
Qual dos dois quereres será mais fácil de conseguir? Um depende de mim somente e o outro é regido por uma lei universal e implacável.

Já tenho a resposta. Ou aceitarei a impermanência mais uma vez.

Laís de Souza